Músicas VIII – Too Old to Rock ‘N’ Roll: Too Young to Die – Jethro Tull
Eis a nostalgia, este ato de olhar para o passado através de lentes douradas.
A música escolhida para este post, Too Old to Rock ‘N’ Roll: Too Young to Die, da banda Jethro Tull, é a que melhor retrata esse tema.
Correndo o risco de tornar este texto excessivamente pessoal, digo eu que, já estando com 30 anos de idade (moleque para alguns, tiozão para outros), essa canção tem um significado muito especial para mim.
A letra da música conta a história de um velho rockeiro que, diante das inevitáveis coisas que vem com a passagem do tempo (a maturidade, as responsabilidades, a família, etc..), sempre se mantém fiel a seu estilo de vida, ou seja, uma personificação pura do arquétipo junguiano do Puer Aeternus.
Toda a vez que escuto essa música, começo a lembrar dos tempos em que a minha maior preocupação era conseguir R$ 10,00 para poder curtir alguma banda cover qualquer no Hangar, famoso reduto metaleiro de Curitiba na década de 90.
Pois é né? Sou de uma época em que dez reais eram suficientes para aproveitar uma noite inteirinha! Como as coisas mudam, não é mesmo?
Como dito no primeiro parágrafo deste texto, a nostalgia é enxergar o passado através de lentes douradas, eis que tendemos a romantiza-lo. Nostalgia é achar que nossa juventude era apenas festas e sair com os amigos. Esquecemos que é uma fase repleta de inseguranças, de escolhas erradas, de espinhas na cara, de estudar para vestibular, de se ferrar em estágios mal remunerados, etc… poderia citar inúmeras coisas negativas da adolescência e do começo da fase adulta.
Mas enfim, posso realmente não ter tecido muitos comentários sobre a música em si, mas tudo que aqui escrevo vem a minha cabeça quando escuto essa canção. Por mais que sua letra retrate um velho rockeiro fora de moda, com seus longos cabelos, penso eu que ela quer dizer mais do que isso: quer retratar a sensação de nostalgia que sentimos quando olhamos para nossa juventude.
Acho que sempre seremos bem assim como a canção diz: muito velhos para o rock´n´roll e jovens demais para morrer.
Para mostrar a música, segue o link de seu divertidíssimo clipe, o qual, aliás, é um de meus preferidos de todos os tempos, de tão tosco que é.
Rogo por uma atenção especial aos fabulosos efeitos especiais inseridos no trecho compreendido 03m18s e 04m10s:
A velocidade da vida determina sempre o impacto do choque, como grandezas assim proporcionais…
P.S.: Pessoalmente, as minhas favoritas do Jethro Tull: “Locomotive Breath”, “Wond’ring Aloud”, “Teacher”, “Fatman”, “Thick as a brick” (versao curta, hehe).
Olá Massas,
O texto ficou muito bom. Concordo 100%.
Abraço pra e voce e pra mulher.
Guido
p.s.: Só acho que a maior ironia dessa musica é que talvez o Rock tenha se tornado velho demais pra esse mundo em que a gente vive. O Rock ficou velho junto com a gente.